CURITIBA CIA de Dança

Dançando Villa

“Dançando Villa” é um espetáculo inspirado em Heitor Villa-Lobos, tanto na sua música, quanto na sua vida e personalidade. 

Curitiba Cia de Dança

A Curitiba Cia de Dança foi criada em 2013 por Nicole Vanoni baseada na ideia de experimentação, pesquisa e criação em dança contemporânea, além da busca pela diversidade de experiências com coreógrafos diferentes. A primeira obra coreográfica da Cia, “A Lenda das Cataratas”, com concepção geral de Nicole Vanoni e coreografias de Rafael Zago, surgiu em 2014 e participou de festivais no Brasil e no exterior. A segunda coreografia, denominada “Quando se Calam os Anjos” tem coreografia de Airton Rodrigues e transporta para o palco questões cênicas e dramatúrgicas que realçam um universo pós-moderno virtual onde vários encontros são marcados pelo descaso do outro ou até mesmo pela falência do ser humano. Realizando mais de 100 apresentações pelo país, “Quando se Calam os Anjos” é o espetáculo de maior êxito da Curitiba Cia de Dança, sendo agraciado por público e crítica.

Em 2017, a apresentação “Memória de Brinquedo”, uma vitoriosa parceria entre a Cia e o renomado coreógrafo brasileiro Luiz Fernando Bongiovanni, surgiu para retratar as preocupações e provocar o espectador em relação ao mundo moderno e tecnológico. No segundo semestre de 2018, o grupo estreou o espetáculo “Cirandas”, da coreógrafa Simone Camargo, baseado nas cirandas e cirandinhas de Villa-Lobos. Esse espetáculo é uma criação conjunta da Curitiba Cia de Dança e da Orquestra de Câmara do Oeste do Paraná. Finalizando o ano, a Curitiba Cia de Dança junto a AADC (Amigos e Apoiadores da Dança de Curitiba) estreiam o espetáculo “Relações”, do coreógrafo Carlos Laerte. Como o próprio nome diz, o espetáculo percorre pelas relações contemporâneas, sejam elas fraternas, amorosas ou destrutivas. No primeiro semestre de 2019, a Companhia circulou por 12 cidades do Paraná com o espetáculo “Lenda das Cataratas”, além de integrar a grade da programação do SESI Viagem Teatral 2019 SP e de participar como Companhia convidada no Festival de Dança de Londrina e na Bienal de Dança do Ceará.

Em 2019  a Cia lança uma parceria com o Natal Luz dos Pinhais da cidade de Curitiba com o patrocínio do Banco do Brasil onde apresenta o clássico “O Quebra Nozes” nas Ruínas de São Francisco, que virou uma tradição da Curitiba Cia de Dança, 2020 além da pandemia a Cia não deixou de se apresentar, lançou em sistema Drive-in, sendo a única cia da América Latina em dançar o Clássico “O Quebra Nozes” para carros, 6 sessões lotadas na Pedreira Paulo Leminski, 2021 ainda na pandemia, a Cia volta as Ruínas de São Francisco, e circula em municípios paranaenses com a obra “O Quebra Nozes”. 2022 o ano começou propício ao sucesso, com uma nova releitura do projeto Cirandas de 2018, agora com coreografias de Rosa Antuña, o balé passa a se chamar “Dançando Villa“.

Nossas Obras

Cia de Dança
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A Lenda das Cataratas

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Cirandas

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Dançando Villas

1ºAto Cícero e Cecília

Dom Quixote

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O Quebra Nozes

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Memória de Brinquedo

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Quando se calam os Anjos

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Relações

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REVIEWS

O Que Dizem

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Dançando Villas

Dançando Villa“Dançando Villa” é um espetáculo inspirado em Heitor Villa-Lobos, tanto na sua música, quanto na sua vida e personalidade.

Ele, em sua busca, abriu os ouvidos e o coração para o Brasil, para a cultura popular brasileira, sobretudo do nordeste e do norte do país, que nas primeiras décadas do séc. XX a musicalidade e a cultura destas regiões não chegavam com facilidade nas regiões sul e sudeste. Através da música Villa-Lobos, em sua época, ampliou o imaginário do Brasil para os brasileiros, explorando sua diversidade cultural, identitária e sonora.

Neste novo espetáculo de dança contemporânea, Dançando Villa, Nicole Vanoni e Rosa Antuña buscam trazer lampejos das danças brasileiras, aliados a um estado corporal de entrega e à uma alma de sinceridade para a diversa e vasta cultura brasileira.

A Lenda das Cataratas

Espetáculo de dança contemporânea que tem como inspiração a lenda indígena que conta a formação das Cataratas do Iguaçu: antes de tudo o rio Iguaçu era calmo e corria sem nenhuma catarata e nas margens desse rio existia uma tribo de Índios Caingangues. Essa tribo adorava o deus Tupã e seu filho, deus Mboi, um deus em forma de serpente que vivia nas águas do rio Iguaçu. Os índios desta tribo ofereciam como sacrifício para o deus Mboi as Virgens mais belas da tribo, até que certo dia Naipi, filha do cacique Igobi, uma índia dona de uma beleza tão grande que as águas do rio paravam toda vez que ela se olhava nele, foi escolhida para ser destinada ao deus Mboi. Durante o ritual de consagração de Naipi para o deus cobra, enquanto o cacique e pajé bebiam o cauim (bebida de milho fermentado), o jovem guerreiro Tarobá, que era apaixonado por Naipi fugiu com ela dentro de uma canoa pelo rio. Ao saber da fuga, Mboi ficou furioso e penetrou nas entranhas da terra se contorcendo o que produziu uma enorme fenda que acabou formando as cataratas. Naipi e Tarobá acabaram envolvidos pelas águas e nunca mais foram vistos. A lenda ainda diz que Naipi foi transformada na rocha central das cataratas, a qual é constantemente açoitada pelas águas revoltas do rio Iguaçu e Tarobá foi transformado em uma palmeira que está na ponta de um abismo, pendendo sobre a garganta do rio.

Abaixo da palmeira existe uma gruta onde o deus vingativo Mboi vigia eternamente os dois amantes vítimas de seu ódio que estão presos tão próximos um ao outro, mas sem poder estar realmente juntos.

 A lenda fala acima de tudo sobre o amor, sua inocência, pureza e emoção.

Lenda das Cataratas é uma obra coreográfica dentro de uma dramaturgia corporal que investiga os códigos da dança contemporânea e  que busca traduzir por meio da dança elementos corpóreos e sensitivos que possam expressar a ideia que inspirou essa criação.

Cirandas

Com inspiração nas Cirandas e Cirandinhas de Villa-Lobos, o espetáculo busca resgatar elementos da cultura popular brasileira e valorizar aspectos das relações humanas, como companheirismo e afetividade. Além disso, a mostra propõe um momento de reflexão sobre a realidade social e a necessidade da interação entre os indivíduos, com ênfase nas cantigas que remetem a sensações e sentimentos nostálgicos.

Dom Quixote

Dom Quixote está em busca de sua Dulcinea, a mulher que viu em sonhos, acompanhado de seu fiel escudeiro Sancho Panza. Ao chegar a Servilha, conhece Kitri, uma moça prometida em casamento ao nobre Gamache, que está apaixonada por Basílio. Kitri e Basílio, aconselhados por Mercedes e espada, seguem Dom Quixote e Sancho Panza até um acampamento cigano, onde se estabelecem. Cria-se um clima de romance, até que Dom Quixote percebe que Kitri não é Dulcinea, e que ela pertence a Basílio. Ele luta contra moinhos de vento, pensando serem gigantes que ameaçam a segurança de Dulcinea. Depois, sente-se miserável e cai em um sono profundo, quando tem um sonho com belas moças, no qual Kitri simboliza Dulcinea. Lorenzo – o pai de Kitri – e Gamache encontram Dom Quixote, que lhes indica o caminho errado, para proteger os amantes. Mesmo assim, Kitri é encontrada e forçada a se casar com Gamache. Brasílio finge cometer suicídio e Kitri pede que Dom Quixote convença seu pai a deixá-la se casar com o cadáver. Basílio ‘ressuscita’ e agradece, ao lado de Dom Quixote, por Lorenzo e Gamache terem aceitado o amor dele por Kitri. O casamento acontece e Dom Quixote se despede, para continuar sua aventura em busca da mulher amada.

Memória de Brinquedo

Memória de Brinquedo é um espetáculo de dança contemporânea que celebra histórias, lembranças e sensações tecidas e criadas ao longo da infância. Criado e coreografado por Luiz Fernando Bongiovanni, com direção artística de Nicole Vanoni, o espetáculo busca colaborar com a reflexão sobre o mundo tecnológico e a ludicidade. Assim, a Curitiba Companhia de Dança busca realizar um trabalho de resgate poético e um incentivo do brincar. Esse resgate parte de várias fontes, desde a memória individual e coletiva do brincar e de sua representação simbólica até estudos recentes da neurociência que apontam o brincar como uma atividade fundamental para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças.

Esta é uma pequena colaboração, um incentivo, para que todos – pais ou não – ponderem a respeito do mundo que estamos construindo e talvez a partir dessa inspiração possam unir esforços para resguardar essa atividade vital do mundo infantil. Brincar é o pensamento da criança, e é preciso inteligência e sensibilidade para promover esse espaço/tempo.

Memória de Brinquedo investiga as relações do brincar a partir de memórias reais e ficcionais. Em um mundo cada vez mais digital este trabalho incentiva e defende um resgate do brincar como etapa fundamental do desenvolvimento do indivíduo.

Quando se Calam os Anjos

Inspirada na precariedade das relações humanas a obra coreográfica “Quando se calam os Anjos”, da Curitiba Cia de Dança, teve sua estreia nacional no palco principal do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e no Teatro Sérgio Cardoso em São Paulo, passando pelos estados do Amazonas, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.

Com a direção coreográfica de Airton Rodrigues, a obra transporta para o palco questões cênicas e dramatúrgicas que realçam um universo pós-moderno virtual onde vários encontros são marcados pelo descaso do outro ou até mesmo pela falência do ser humano. As cenas são criadas e recriadas num jogo de luz, sons e movimentos, e a dramaturgia se constrói tendo como ingredientes a inquietude, a ironia e a sensualidade.

A esse respeito Nicole Vanoni, diretora artística da Cia e também bailarina do espetáculo, comenta que a obra partiu da indignação com a indiferença frente à violência impregnada na sociedade e o sentimento de impotência que nos tira a responsabilidade por este estado das coisas. A arte não pode observar esta questão e ficar calada. Neste sentido o espetáculo traduz essa angústia, essa incapacidade de lidar e resolver questões nada sutis da vida moderna.”

“Quando se calam os Anjos” é uma obra artística genuinamente paranaense, que conta com o incentivo do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, apoio do Hospital Pequeno Príncipe, e patrocínio de empresas como: Grupo Ultra (Oxiteno Nordeste, Ipiranga Produtos de Petróleo, Bahiana Distribuidora de Gás, Tropical Transportes Ipiranga); Copel Geração e Transmissão; Prati, Dona Duzzi & Cia.; Trox do Brasil; Bundy; Famiglia Zanlorenzi; Grupo Jufap (Aquilon Telecomunicações, Jufap Administração e Participação, Jufap Comércio de Asfalto); Sapore; Bellinati & Perez Advocacia; Gestamp Paraná; e Barduch.

Relações

Infidelidades, decepções, dependência emocional… Todas as circunstâncias que podem tornar tóxicas as relações e que, em todos os casos, acabam em um infeliz desenlace.

A apresentação, que é dividida em duas partes, promove a investigação coreográfica das relações influenciadas pelo mundo digital e contemporâneo. A primeira parte observa a experiência do desejo humano pelo outro em seu estado inicial: pessoas querendo desfrutar a vida, viver ao máximo e com menos responsabilidades. Talvez não se sintam preparadas e queiram sentir mais liberdade o que lhes permite ser elas mesmas, mas, como tudo tem suas consequências, as relações começam a apresentar vínculos terrivelmente frágeis. Realçando o desequilíbrio entre a libertação e a alienação, os laços estabelecidos com outras pessoas cedo ou tarde se desfazem e se transformam em lembranças. O problema acontece quando esses vínculos se rompem, e ocorre a conscientização de uma realidade terrível: estamos só no mundo. O palco é dividido em estruturas, que espelham o ambiente de cada intérprete, passando uma ideia mais árida da superficialidade cotidiana, ambientando guetos, ruas e vielas.

Já no segundo ato, uma rampa muda a perspectiva dos dançarinos e do público, trazendo lembranças de várias relações, positivas ou negativas, e oferecendo relatos físicos sobre o desejo, encontros e dominações perante uma atmosfera de perigo.

“A linguagem do corpo é a primeira forma que o homem descobriu para se relacionar com o outro. Relações nos cercam como labirintos, sejam elas curtas, duradouras, infindas ou até imperceptíveis. Relacionar-se é estar vivo”, comenta o coreógrafo Carlos Laerte, que trouxe a ligação entre o cinema e a linguagem do corpo como fragmento do desejo, abrindo neste trabalho a discussão para essas relações que nada mais são do que conexões em que as pessoas não se entregam e que podem facilmente ser substituídas.